
• Mesmo sendo prevenida como ela mesma se rotulava, constantemente o fundo do poço estava ali, a um palmo do seu nariz e nesses momentos ela escrevia, tentava relatar cada sentimento, um há um. Todas as tentativas de se livrar daquele lugar horrendo a arremessavam para um lugar ainda mais profundo, onde nem se quer a luz no fim do túnel ela podia enxergar. E assim os dias se passavam, apenas passavam, ela já não os sentira mais. E apensar de constantemente viver toda essa realidade cada vez que ela entrava naquela fossa era como se fosse a primeira vez, assim como acontece com os cantores que sempre dizem sentir o mesmo friozinho na barriga. Sozinha e triste, seu único refugio estava ali, a poucos metros de suas mãos, uma caneta azul quase no fim e um pedaço de papel já rasurado. Mas desta vez foi diferente, a garota estava sentada como de costume, na mesma cadeira, sob a mesma luz fosca mas o papel continuava em branco, e assim ele permaneceu por algumas horas. Algo realmente não estava bem, mais devido as circunstancias isso já não importava mais ...